Ser ou não ser… ISENTO?!
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Faz tempo que eu estava com vontade de escrever um texto sobre imparcialidade da mídia – esse ideal que os não-jornalistas tanto cobram dos jornalistas e, não raro, acabam falando besteira. Resolvi escrever agora porque li um texto bem interessante do Rafucko sobre o qual eu não poderia ficar quieto. Não que ele tenha escrito besteira (na verdade, gostei bastante do texto), mas achei que seria um bom gancho pra exemplificar o que eu estou querendo expressar.
O post foi feito, basicamente, para deixar claro – e ninguém dizer, mais tarde, que foi enganado – que ele assumirá uma determinada posição política em seu blog neste período de campanha. Até aí perfeito.
Ele segue dizendo que é crítico da falta de isenção da mídia e lembra – muito bem lembrado – que alguns meios de comunicação dependem de concessão pública. É aí que entram meus apontamentos.
Sim: rádio e TV dependem de concessão para funcionar. Em outras palavras, dependem do Estado para transmitir sua programação. Obviamente, algo que depende de autorização pública para existir não pode – ou não deveria poder – assumir uma determinada posição política defendendo interesses de determinados grupos políticos e econômicos. Imagina que horrível seria se uma emissora de TV resolve fazer campanha pra um determinado candidato ou defendendo alguma corporação? Não quero nem pensar em como seria um negócio desses… Então não pode mesmo.
O problema todo é que veículos impressos e sites independem de autorização para funcionar. Em tese, respeitando a legislação em vigor, esses veículos podem publicar o que quiserem – de uma forma geral, não há impedimento algum para uma determinada empresa privada adotar uma determinada posição política. Então, qual o problema de um determinado jornal apoiar um candidato? O que proíbe um portal (ou mesmo um blog) de adotar uma determinada campanha? Se você discorda, não compre/acesse aquele veículo – e viva a concorrência!
Rafucko, você acerta ao deixar claro que o blog é seu e você vai defender o que quiser nele. Agora, é deveras equivocada a colocação de que o tema isenção é tratado com cinismo e hipocrisia. Cinismo e hipocrisia é querer que uma empresa privada deixe de assumir posições políticas. Você escreve o que você quiser no seu blog sem precisar pedir autorização pra ninguém. Eles escrevem o que quiserem nos veículos deles. E depois todo mundo se responsabiliza civil e criminalmente (se precisar).
P.s.: Pode parecer óbvio, porque o texto está assinado com meu nome, mas é sempre bom reforçar: esse texto é MEU. Não necessariamente reflete a opinião dos outros membros do Colesterol.
P.p.s.: Rafucko, como eu te falei hoje cedo, antes mesmo de fazer esse texto, não é nada pessoal, só achei importante fomentar esse debate.
Candidato a vereador faz vídeo citando memes e vlogs
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A campanha eleitoral começou no último dia 5 e, como era de se esperar, vários candidatos já estão utilizando as redes sociais para chegar junto e pedir voto. Até aí tudo normal. Mas uma iniciativa em particular eu achei… digamos… inusitada. Trata-se do vídeo que o Professor Túlio, candidato a vereador em Niterói (RJ) fez.
Questionado sobre o motivo que o levou a fazer um vídeo com tom de humor, o candidato explicou pro Colesterol que, por ser professor de física para o Ensino Médio, queria fazer algo que pudesse dialogar melhor com o público mais jovem. “Eu gostaria de falar de igual pra igual com a juventude da minha cidade”, explica.
No vídeo, feito ainda na pré-campanha, o candidato cita memes como “que deselegante” e “Luiza do Canadá” e brinca com alguns vlogs – começa fazendo referência ao Felipe Neto, “ajeita o cabelinho” e faz trocadilho com a Kefera (“que fera…”).
Confira o vídeo:


